São 50 anos de convivência permanente com Farah, e com Navega Cretton. Irmão Curti, nós, talvez ambos aprendizes, hoje ainda já vivemos 50 anos nesta Sacrossanta Ordem. Que privilégio maior pode ter um ser dentre os humanos do que mourejar para tornar um dia feliz, não a si próprio e aos seus familiares, mas toda a humanidade? É este o motivo que nos leva a nos reunirmos aqui. É esta a razão pela qual todos nós – idosos, de meia idade, jovens como um aprendiz, jovens DeMolay – permanecemos aqui, hoje, dispostos a continuar a nossa luta sem enfraquecer, para fazer com que seres humanos – homens, mulheres e crianças – possam efetivamente amarem-se como verdadeiras criaturas integrantes da mesma e única humanidade que habita este planeta em busca da sua evolução e da terra que o fez nascer.
Não nos esqueçamos deste jubileu porque a outros tantos quantos nós, encarnados ou desencarnados, foi permitido pela graça do Supremo Arquiteto do Universo presenciar e jubilarmos com aqueles que, como nós, não esmoreceram, mantendo o mesmo entusiasmo, confiando nos seres humanos, sabendo que, embora imperfeitos, são capazes de um dia, quiçá, amarem-se como verdadeiros irmãos, sem distinção que os possam fazer distanciar-se uns dos outros. Unidos, e somente unidos – sem fronteiras, sem barreiras de línguas, credos ou convicções – poderemos erigir um dia, o grande edifício que, como pedreiros e obreiros da Arte Real, designou o Senhor a tarefa de exemplificar para todos, sim, todos, e não só aqueles que como nós, que tivemos o privilégio de abeberarmos os ensinamentos dessa Sacrossanta Instituição.
As futuras gerações terão o privilégio de saber e jubilar que aqui, neste cantinho do alto da serra, homens, seres humanos imperfeitos, se reuniam sempre em busca da perfeição, da prática da caridade, do amor, da tolerância e da solidariedade.
Continuemos meus irmãos. Este dia será a nossa aurora.”
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